II Muído Festival de Cinema de Campina Grande tem sessões no Cineteatro São José
- Cinema de Bairro

- 18 de ago. de 2023
- 3 min de leitura
Com mais de 150 inscrições, a iniciativa da Tronxo Filmes promove uma programação gratuita valorizando o audiovisual nordestino
Repórter: Karolina Matias
Editora: Gabryele Martins

"Coloque o celular no modo silencioso e ótima sessão!"
Começou o II Muído Festival de Cinema de Campina Grande. Dois anos participando do Cinema de Bairro - e na sorte -, acompanhando a edição número dois deste Muído.
Assim como em 2022, o Muído Festival ocorre no Cineteatro São José. Este ano, serão quatro dias de evento, de 17 a 20 de agosto, com filmes da Mostra Mundaréu, Mostra Facheiro Luzente e com a novidade da Mostra Paralela Nordeste Diverso, que ocorre no turno da tarde. Lembrando que essa Mostra diurna, é não-competitiva e acontece na quinta, sexta e domingo. E mantendo a tradição, o evento ainda conta com: Feirinha, Mesas, Oficinas e o aclamado Assustado, ou seja, de noite ou de dia tem Muído na cidade.
De primeira você pensa: "A produção do audiovisual nordestino é boa demais pra ser verdade."Além de ser verdadeiro, preenchem a programação gratuita com muita criatividade, emoção, representatividade e história, neste Festival que tem como mote: “O cinema sempre foi janela das amplidões.”
Programação completa do II Muido Festival . Imagem: Reprodução/Instagram
Os coordenadores, Clarissa Santos e Jaime Guimarães, em suas falas na noite da última quinta-feira (17), no palco do Cineteatro São José, relataram a coragem e empenho de manter esse Festival em puro crescimento sem apoio financeiro, fazendo valer o trabalho de toda a equipe, que desde 2022 se articula para fazer acontecer esta segunda edição.
Importante ressaltar, que Jaime também foi aluno de Jornalismo da UEPB e já colaborou com o Projeto Cinema de Bairro. Um incentivo para nós, que temos projetos no papel e vontade de empreender na área da Comunicação. O Muído é empreendedorismo, acesso gratuito ao cinema, valorização da cultura nordestina; essa dupla de coordenadores promove um festival emocionante!

As obras exibidas, trazem uma variedade de linguagens do audiovisual, desde fotografias, narração, edição, montagem, roteiro, histórias de resistência e representatividade, e muito mais. Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia, não ficou ninguém de fora, foram mais de 150 inscrições, de todos os estados do Nordeste, com 43 obras selecionadas. Visibilidade e variedade, impossível não se reconhecer com o Festival.
Alguns dos realizadores dos filmes, durante suas apresentações na primeira noite de sessões, contaram que encontram no audiovisual uma saída para lidar com questões pessoais e culturais. Afirmam também as dificuldades de produzir sem orçamento, alegando como o trabalho em equipe faz toda diferença, uma união necessária, mas que com valorização - inclusive financeira - se desenvolveria com menos dificuldades. Agradecimentos à oportunidade de divulgar os trabalhos no Muído, não faltaram. "Peito e raça" para se manter ativo foi um lema comentado.
Fica o aviso, não investe nessa iniciativa quem não quer, porque motivos tem de sobra. E a gente, caro leitor, tem que marcar presença sempre que possível para manter viva essa e outras iniciativas que falam de nós, dos nossos e ainda nos proporcionam momentos emocionantes e muita diversão.
Então, se liga na programação desta sexta-feira (18), segue o perfil da galera e separa um dia - ou vários - e tenta se achegar que o Muído começou.
18 de agosto
9h – Oficina
‘A dança entre som e imagem: direção de videoclipes de baixo orçamento’ – Parte I (com Sérgio Almeida e Clara Farias)
14h – Debate dos filmes com realizadores
15h30 – Mostra Paralela Nordeste Diverso
‘Warao: tecendo diálogos de igualdade’ (Aníbal Cardona, Damião Paz e Fábio de Oliveira – Natal/RN)
‘Ubiquidade’ (Plínio Gomes – Salvador/BA)
‘Jeniffer’ (Matheus Mendes – Ceará Mirim/RN)
‘Geruzinho’ (Juliana Teixeira, Luli Morante, Rafael Amorim – Aracajú/SE)
16h – Feirinha do muído
18h – Distribuição de ingressos
19h – Abertura e mostras competitivas
Mostra Mundaréu
‘A humanidade que me resta’ (Fran Nascimento – Sobral/CE)
‘Elos da Matriarca’ (Thor de Moraes Neukranz – Recife/PE)
‘Muxima’ (Juca Badaró – Lençóis/BA)
‘Jaqueline’ (Júlia Balista – Salvador/BA)
‘Quebra Panela’ (Rafael Anaroli – Condado/PE)
Mostra Facheiro Luzente
‘Anjos Cingidos’ (Laercio Filho e Maria Tereza Azevedo – Aparecida/PB)
‘Museu Vivo do Nordeste’ (Yago Paolo – Campina Grande/PB)
‘Nem o mar tem tanta água’ (Mayara Valentim – Cabedelo/PB)
‘Extinção’ (Eriko Renan e Maycon Carvalho – São José de Piranhas/PB)
‘Guardiões de Sementes’ (Túlio Martins – Esperança/Queimadas/Lagoa Seca/Remígio)
22h – Assustado do Muído com DJ Xana + DJ Gleydson Virgulino | Local: Bar do Tenebra













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